[Santa Maria de] Abade de Neiva [Barcelos, Braga]
Inicialmente chamada de [Santa Maria de] Abade, [Santa Maria de] Vado ou [Santa Maria de] Condevão foi [uma] fundação [em 1152] da rainha D. Mafalda [1] e pertenceu, desde o reinado de D. João I, que a doou a seu filho D. Afonso, ao padroado da casa de Bragança.
A Ordem do Templo, possuiu vários casais [nove] e uma quintana [2] nesta localidade [3]. Foi igualmente pertença da Ordem de Cristo que aí tinha uma comenda [velha, cuja cabeça era a igreja de Santa Maria*], à qual pertencia a casa do Faial [Prado, Braga] sucessivamente aforada, durante o século XVIII, a Lourenço de Castro Alcoforado, juntamente com a comenda de Cabo Monte, junto a Barcelos, no distrito de Braga [4], e a D. Manuel de Azevedo e Ataíde, seu descendente e senhor da honra de Barbosa Barbeita [5].
[*] A iconografia dos quatro capitéis subsistentes no portal ocidental da igreja românico-gótica de Santa Maria retoma alguns temas consagrados: aves afrontadas dessedentando-se numa copa, malabarista, bailarina no papel de sedutora (porquanto acompanhada por uma serpente). Invulgar é a figuração de um ferreiro, bem como a temática de outro capitel de difícil interpretação, no qual a cabeça de um cão (?) surge junto à perna direita de um homem com as mãos nas ancas [6].
[1] Mulher de D. Afonso I.
[2] A quinta do Faial? No seu portão interior vê-se / via-se a seguinte inscrição: Casa e quinta do Fayal pertença da comenda de Cabo Monte na Ordem de Cristo.
[3] Inquisitiones, col. I, p. 227.
[4] Ordenações de 16 de agosto de 1326.
[5] Cf. o padre António Carvalho da Costa, Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal ..., volume I, 1706. Vide Manuel J. Gandra, Guia Templário de Portugal, em Cadernos da Tradição, n.º 1, p. 225.
[6] Manuel J. Gandra, Idem.

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